Adolescência, Adolescentes e Novas Representações do Sistema Família
DOI:
https://doi.org/10.60114/rbtf.v9i1.35Palavras-chave:
adolescência, adolescente, sistema família, sistema terapêutico, individualidade, intersubjetividade, complexidade, corpo-mente, relaçãoResumo
O tema tratado neste artigo diz respeito à questão daquilo que implica, no âmbito do sistema família, o período da adolescência dos filhos. Com as importantes transformações corporais e psíquicas dos filhos adolescentes, os pais encontram-se na situação de ter que renegociar seu inteiro mundo relacional e suas representações: sua forma de se representar em relação a si mesmos e ao outro, com o filho e na condição de serem filhos eles mesmos, com sua forma de se representar no plano da identidade de gênero. A turbulência das transformações da adolescência reverbera numa profunda turbulência dos perfis de genitores e, na medida em que os adultos conseguem elaborar essa fase crítica da vida, poderão, também, acompanhar e ladear as manifestações mais ou menos desarmônicas do filho adolescente. A contribuição é introduzida por uma premissa que constitui o quadro teórico de referência para a leitura dos fenômenos descritos. Por um lado, a teoria da complexidade, a filosofia construtivista e o conceito de autorreflexividade e, por outro, a referência a uma hipótese psicanalítica que possibilita repensar a questão da relação entre corpo e mente contribuem para definir o estado da adolescência como um fenômeno complexo, incindível do grupo familiar. O artigo encerra-se com algumas considerações acerca da necessidade de incluir a família no tratamento de adolescentes.
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